31 março, 2005

...Sim a tua ausencia continua a doer-me
O vazio que deixaste ainda não consegui preencher
Todos os dias sinto um pesar no coração,
Um pesar que em tempos conseguiste curar

E sempre que me lembro de ti
Ainda me dá vontade de chorar...

Será que por vezes ainda pensas em mim?
Será que por vezes ainda pensas em nós?
Será que nos relembras com alguma saudade?...
Para mim tudo era perfeito...

Tu eras especial...
Hoje...

Resta-me viver com o vazio que deixaste
E com a duvida se conseguirei voltar a amar
Como te amei um dia...


Ana
Quero-te dizer uma coisa simples: a tua
ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
por isso, de deixar alguns sinais - um peso
nos olhos, no lugar da tua imagem, e
um vazio nas mãos. Como se as tuas mãos lhes
tivessem roubado o tacto. São estas as formas
do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
as coisas simples também podem ser
complicadas, quando nos damos conta da
diferença entre o sonho e a realidade. Porém,
é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidade aproxima-me de ti, agora que
os dias correm mais depressa, e as palavras
ficam pressas numa refracção de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de
mim - e me faz responder-te uma coisa simples,
como dizer que a tua ausência me dói.

Nuno Júdice

27 março, 2005

No teu poema


No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida

No teu poema
Existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E aberta uma varanda para o mundo

Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da Senhora d'Agonia e o cansaço
Do corpo que adormece em cama fria

Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco a raiva e a luta
De quem cai ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte

No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonos inquietos de quem fala

No teu poema
Existe um cantochão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano

Existe um rio
O canto em vozes juntas, vezes certas
Canção de uma só letra e um só destino a embarcar
No cais da nova nau das descobertas

Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco a raiva e a luta
De quem cai ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte

No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do mundo
Existe tudo mais que ainda me escapa
É um verso em branco à espera
Do futuro

Luis Tinoco - "No Teu Poema"

26 março, 2005

Rotação

É nos teus olhos que o mundo inteiro cabe,
mesmo quando as suas voltas me levam para longe de ti;
e se outras voltas me fazem ver nos teus
os meus olhos, não é porque o mundo parou, mas
porque esse breve olhar nos fez imaginar que
só nós é que o fazemos andar.


Nuno Júdice, Pedro, Lembrando Inês

22 março, 2005

Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital.

Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.
Sua cama estava junto da única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.
Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinha passado as férias...
E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.
A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores
do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma ténue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte. Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o
homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena. Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar.
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, e conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retractava através de palavras bastante descritivas.
Dias e semanas passaram.
Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.
Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.
Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela...que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede.
"Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".

Moral da História:
Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.
A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.
Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.
"O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente."

17 março, 2005


Porque sim ou porque não...

Porque há tantas incertezas numa vontade
Porque as incertezas são uma novidade
Porque as novidades são o desconhecido
Porque o desconhecido está nu de experiências
Porque as experiências é que nos dão vivência
Porque as vivências é que nos fazem amar
Porque o amor é que nos faz sonhar
Porque o sonhar é que nos dá motivação
Porque a motivação é que nos dá força ao coração
Porque o coração é que move o mundo
Porque o mundo é que dá a paixão
Porque o nosso mundo é que nos da a paixão
Porque a paixão é que nos dá o nosso mundo
Porque o nosso mundo é que é um turbilhão
Porque o turbilhão do coração não tem explicação
Porque a explicação no coração não é a razão
Porque a razão não vem do coração

(Autor desconhecido)

15 março, 2005

Na encruzilhada silenciosa do destino,
Quando as estrelas se multiplicaram,
Duas sombras errantes se encontraram.
A primeira falou:
-Nasci de um beijo de luz, sou força, vida, alma e esplendor....
Trago em mim toda a sede do desejo,
Toda a ânsia do Universo.
Eu sou o Amor!
O Mundo sinto enxagúe em meus pés!
Sou delírio, loucura...
E tu, quem és?
A segunda:
- Eu nasci de uma lágrima.
Sou flama do teu incêndio que devora.
Vivo dos olhos tristes de quem ama,
Para os olhos nevoentos de quem chora.
Dizem que vim ao mundo para ser boa,
Para dar do meu sangue a quem queira.
Sou a Saudade, a tua companheira,
Que punge, que consola
E que perdoa...
Na encruzilhada silenciosa do Destino,
As duas sombras comovidas se abraçaram,
E, desde então, nunca mais se separaram.

Olegário Mariano

12 março, 2005


Pecar é tocar-te e não te poder sentir.
É ver-te e não te poder beijar.
Pecar é ouvir-te e não perceber.
Afinal o que é pecar?
Pecar é amar-te e não te ter...

Posted by Hello

11 março, 2005


Baleal (Ilha)... Simpesmente adoro! Posted by Hello

A Lady... Uma S. Bernardo que vai deixar saudades... Posted by Hello

O Mico estendido, de barriga para o ar, no chão da cozinha quando quer atenção (mimos ta claro:). Posted by Hello

O meu Boss completamente derretido quando falo para e com ele :) Posted by Hello

S. Martinho do Porto (Salir... isso mesmo Salsolakali ;)Posted by Hello

07 março, 2005


Queria ver as lágrimas cairem de teus olhos...
Doces lágrimas, doces olhos...
Doces sensações... Proximidade... Amor...
Não o comum, o que o torna desprezível...
O desconhecido, o sedutor... atraente
Lágrimas, doces e belas lágrimas...
Puras e sinceras... Lágrimas
Queria poder-te amar
Queria poder-te odiar
Queria poder, apenas poder
Lágrimas que caem como pedras em meu rosto,
Em teu rosto...
Sofrimento mais belo
è o sofrimento mais belo
Sentir a dor interna
Causar a externa... vingança?
Não... Lágrimas, apenas doces e belas lágrimas...

Poema gentilmente cedido pelo nick - teuolhar (obrigado!)
Autor desconhecido

Posted by Hello

06 março, 2005


Por ti…
Rasguei do mundo os horizontes
E lavreiAgras searas de paixão.
Por ti…
Corri vales, subi montes…
E sofri
De mil tormentos solidão.

Por ti…
Deixei de ser tudo o que era,
Para poder
Alcançar o amor teu.
Por ti…
Fiz do Inverno… Primavera
E consumava até
A tragédia de Romeu.

Por ti…
Deixei de ser rei do meu trono
E fui escravo submisso
Do teu querer.
Por ti…
Deixei meu ser ao abandono,
Pelo medo
De algum dia te perder.

Por ti…
Voltei de novo a ser menino,
Seguindo cegamente
Os teus anseios.
Por ti…
Fui constante peregrino,
Cruzando o teu caminho
Sem receios.

Por ti…
Espalhei círios para atear
As chamas do amor
Dos nossos beijos.
Por ti…
Foi sempre sim,
Sem hesitar…
À mais pequena voz
Dos teus desejos.

Euclides Cavaco Posted by Hello

05 março, 2005


Song to the siren - Cocteau Twins
(Tradução)
Flutuando em oceanos sem navios
Eu fiz os possíveis para sorrir
Até que através da melodia que fluia
Dos teus olhos e dedos fizeste-me rumar
Amorosamente em direcção ao teu ser.
Então tu cantaste "Navega para mim,
Navega para mim, deixa-me acarinhar-te"

Aqui estou eu, aqui estou eu
Aguardando para te abraçar.

Será que eu sonhei que sonhaste comigo?
Onde estavas tu quando eu navegava em mar aberto?
Agora o meu patético barco adorna,
Partindo-se amorosamente nas tuas rochas.
Na altura tu cantavas "Não te aproximes,
Não te aproximes, volta depois"

Respondes-me então: "Ai o meu coração,
Ai o meu coração chora devido ao arrependimento"

Estou deslumbrado como um recém nascido
E galgo a praia como a maré,
Ou deverei eu ficar estático diante das barreiras?
Ou deverei tomar como noiva a minha morte?

Respondes-me então: "Ouve-me cantar:
Nada para mim, nada para mim,
Deixa-me acarinhar-te"

Aqui estou eu, aqui estou eu,
Aguardando para te abraçar...
Posted by Hello

04 março, 2005



Damien Rice - The Blower's Daughter

And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new
Posted by Hello

01 março, 2005

"O dia vai amanhecendo e o céu clareando novamente, e mais uma noite se foi... Estou aqui, a escrever com o coração, lembrando-me de ti a cada palavra, como se todo e cada pensamento fizessem parte da mesma canção. Fecho os olhos e é como se estivesses aqui ao meu lado... Ilusão... E de repente, e sem motivos, tudo se esvai como se escorresse por entre os dedos, e não tenho como não deixá-lo partir..."