31 janeiro, 2006

"Quando as minhas mãos tocavam o teu corpo, era como se tentasse tocar-te também a alma. Queria fecha-las e nunca mais largar as tuas. Como se com esse gesto segurasse tudo o que me deste. Aqueles momentos eram toda a felicidade que uma vida comporta. Mas quando estava contigo, o tempo voava para fora do meu alcance, e eu nunca consegui segurar o que me deste.
De repente tentei agarrar esse tempo nas minhas mãos, cerrei-as com força na tentativa de ainda segurar algo que me restasse de ti...mas quando as abri, as minhas mãos estavam cheias de nada e de um grande vazio."
(Excerto do blog "Sonhos perdidos" de safira)

As verdades que só os amigos sabem dizer...

...Lembrei-me de algumas palavras de um amigo. Um amigo muito querido e que entre muitas outras palavras, disse-me coisas do género:
"Tu já sabes o que tens. Tu já sabes lucidamente o que vais ter. Podes ir ficando por aí. Mas mais cedo ou mais tarde - depende da resistência de cada um - o que não tem pernas, deixa mesmo de andar. E embora existam experiências valiosas, mas inconsequentes, que se guardam com muito carinho, deixa-las perpetuarem-se é martirizar e estragar uma boa recordação.
Todos trazemos amores gigantes e espantosos que não se concretizaram e amores felizes que fomos capazes de construir. Ambos são importantes no global da vida. Mas os segundos é que contam."
"Uma relação funcional é uma relação funcional. Daqui não se parte para nada. É um ponto de chegada. Chegados aqui, sem qualquer relevância afectiva, já não é depois que ela se revela. Ponto final."
"Mas não se pode viver durante muito tempo nisso. O nosso objectivo natural é o da realização afectiva. É isso que deves procurar. Não te podes acomodar no caldo morno da irrealização. E já agora a dimensão física é importante, mas não é disso que a nossa alma se alimenta no quotidiano e acima de tudo se a vida agora acabasse não era isso que te enchia o coração. Mas do que eu fui vendo nesta vida é que há situações anormais que se tendem a institucionalizar e que não são boas para ninguém. A felicidade ou infelicidade não são uma questão de sorte ou azar, são uma questão de coragem...para amar e para dizer basta!"
Excerto retirado do blog "Sonhos perdidos" de safira