26 fevereiro, 2005
Um sujeito da Universidade de Shanghai, queria expressar o seu amor à sua amada de uma forma original. O que ele fez? Ofereceu chocolates a todas as pessoas que vivem nos apartamentos para estudantes da Universidade pedindo-lhes que apagassem ou acendessem as luzes dos quartos às 20:00h, naquela noite. Vejam o resultado na foto! Centenas de colegas estudantes vieram mais tarde para testemunhar esta obra de arte, produzida pelo maior dos sentimentos que o Homem conhece... o Amor!
25 fevereiro, 2005
"DANÇA como se ninguém estivesse a olhar para ti, CANTA como se ninguém estivesse a ouvir-te, AMA como se nunca tivesses sido magoado e VIVE como se o céu fosse na terra."
Autor desconhecido
"Só consigo imaginar o momento em que vou mergulhar nos olhos dele e esquecer-me que o resto do mundo existe. Só então terei alguma paz, quando me sentir outra vez perto da perfeição. E estar com ele é estar perto da perfeição. A perfeição das relações raras em que não há só comunhão de corpo e de coração, mas de alma."
Margarida rebelo Pinto, excerto do livro "Não há coincidencias"
Margarida rebelo Pinto, excerto do livro "Não há coincidencias"
24 fevereiro, 2005
23 fevereiro, 2005
"Se algum dia eu desistir de ti não é porque deixei de te amar, mas sim porque nesse dia terei a certeza de que te perdi para sempre”.
Autor desconhecido
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
Alberto Caeiro
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
Alberto Caeiro
22 fevereiro, 2005
O Amor
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente Cala:
parece esquecer Ah,
mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Fernando Pessoa
Poesias Inéditas
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente Cala:
parece esquecer Ah,
mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Fernando Pessoa
Poesias Inéditas
21 fevereiro, 2005
Um amor
Aproximei-me de ti; e tu, pegando-me na mão.
puxaste-me para os teus olhos
transparentes como o fundo do mar para os afogados. Depois, na rua,
ainda apanhámos o crepúsculo.
As luzes acendiam-se nos autocarros; um ar
diferente inundava a cidade. Sentei-me
nos degraus, do cais, em silêncio.
Lembro-me do som dos teus passos,
uma respiração apressada, ou um pricípio de lágrimas,
e a tua figura luminosa atravessando a praça
até desaparecer. Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
continuavas ao meu lado. E ainda hoje me acompanha
essa doente sensação que
me deixaste como amada
recordação.
Nuno Júdice
puxaste-me para os teus olhos
transparentes como o fundo do mar para os afogados. Depois, na rua,
ainda apanhámos o crepúsculo.
As luzes acendiam-se nos autocarros; um ar
diferente inundava a cidade. Sentei-me
nos degraus, do cais, em silêncio.
Lembro-me do som dos teus passos,
uma respiração apressada, ou um pricípio de lágrimas,
e a tua figura luminosa atravessando a praça
até desaparecer. Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
continuavas ao meu lado. E ainda hoje me acompanha
essa doente sensação que
me deixaste como amada
recordação.
Nuno Júdice
20 fevereiro, 2005
Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes, "Antologia Poética"
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes, "Antologia Poética"
18 fevereiro, 2005

Toranja - Carta
by Toranja
Não falei contigo
com medo que os montes e vales que me achas
caíssem a teus pés...
Acredito e entendo
que a estabilidade lógica
de quem não quer explodir
faça bem ao escudo que és...
Saudade é o ar
que vou sugando e aceitando
como fruto de Verão
nos jardins do teu beijo...
Mas sinto que sabes que sentes também
que num dia maior serás trapézio sem rede
a pairar sobre o mundo
e tudo o que vejo...
É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é feita de papel
Nela te pinto nua
numa chama minha e tua.
Desconfio que ainda não reparaste
que o teu destino foi inventado
por gira-discos estragados
aos quais te vais moldando...
E todo o teu planeamento estratégico
de sincronização do coração
são leis como paredes e tetos
cujos vidros vais pisando...
Anseio o dia em que acordares
por cima de todos os teus números
raízes quadradas de somas subtraídas
sempre com a mesma solução...
Podias deixar de fazer da vida
um ciclo vicioso
harmonioso do teu gesto mimado
e à palma da tua mão...
É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
e a minha bola de cristal é feita de papel
Nela te pinto nua
Numa chama minha e tua.
Desculpa se te fiz fogo e noite
sem pedir autorização por escrito
ao sindicato dos Deuses...
mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei
como refúgio dos meus sentidos
pedaço de silêncios perdidos
que voltei a encontrar em ti...
É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro...
...nela te pinto nua
Numa chama minha e tua.
Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém
Se não te deste a ninguém
magoaste alguém
A mim... passou-me ao lado.
The Reason
I'm not a perfect person
There's many things I wish I didn't do
But I continue learning
I never meant to do those things to you
And so, I have to say before I go
That I just want you to know
I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
And the reason is you
I'm sorry that I hurt you
It's somethnig I must live with everyday
And all the pain I put you through
I wish that I could take it all away
And be the one who catches all you tears
That's why I need you to hear
I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
And the reason is you
I'm not a perfect person
I never meant to do those things to you
And so I have to say before I go
That I just want you to know
I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
And the reason is you
I've found a reason to show
A side of me you didn't know
A reason for all that I do
And the reason is you.
(Hoobastank)
There's many things I wish I didn't do
But I continue learning
I never meant to do those things to you
And so, I have to say before I go
That I just want you to know
I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
And the reason is you
I'm sorry that I hurt you
It's somethnig I must live with everyday
And all the pain I put you through
I wish that I could take it all away
And be the one who catches all you tears
That's why I need you to hear
I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
And the reason is you
I'm not a perfect person
I never meant to do those things to you
And so I have to say before I go
That I just want you to know
I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
And the reason is you
I've found a reason to show
A side of me you didn't know
A reason for all that I do
And the reason is you.
(Hoobastank)
17 fevereiro, 2005
Há o amor...que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porque.
Carlos Drummond de Andrade
16 fevereiro, 2005
Acorda-me, fala-me de ti
« - Por que me escreves? Que inspiração alheia
te suja os dedos de versos, se os teu lábios
não pronunciaram nunca as palavras que esperei,
quando, em tardes de vento, te olhava em
silêncio? Por que interrompes a estrofe no meu nome,
a flor obscura de uma primavera que não
chegou? Deixa-me!, entre
as copas geométricas de um ritmo vegetal,
respirando na efémera duração de vozes que não ouço;
e sob um breve bater de folhas nos arbustos
perenes que o fumo da madrugada escurece: sombra
separada da própria sombra, e eco já vago
de um canto de pássaro morto! E não deixes que
a minha queixa se dissipe num rumor de águas
estagnadas - charcos da chuva sedentária do outono,
lagoas baças de um choro matinal...» Desperdícios
de vida num fundo amargo de memória.
Nuno Júdice
te suja os dedos de versos, se os teu lábios
não pronunciaram nunca as palavras que esperei,
quando, em tardes de vento, te olhava em
silêncio? Por que interrompes a estrofe no meu nome,
a flor obscura de uma primavera que não
chegou? Deixa-me!, entre
as copas geométricas de um ritmo vegetal,
respirando na efémera duração de vozes que não ouço;
e sob um breve bater de folhas nos arbustos
perenes que o fumo da madrugada escurece: sombra
separada da própria sombra, e eco já vago
de um canto de pássaro morto! E não deixes que
a minha queixa se dissipe num rumor de águas
estagnadas - charcos da chuva sedentária do outono,
lagoas baças de um choro matinal...» Desperdícios
de vida num fundo amargo de memória.
Nuno Júdice

Saudade
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado
que ainda não passou,
é recusar um presente
que nos machuca, é não ver o futuro
que nos convida...
Saudade é sentir que existe
o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
"aquela que nunca amou."
E esse é o maior dos sofrimentos:
Não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido...
Pablo Neruda
13 fevereiro, 2005
Simplesmente ame!
Quantas vezes não deixamos para um amanhã aquela carta de amor? Aquele poema encantador, denunciador? Onde suas entrelinhas recheadas de rimas deixavam subentendidos os mais sinceros e profundos desejos do seu autor(a)? Quantas vezes o preconceito, o orgulho dominou a nossa coragem e deixamos de viver um grande amor por crenças, credos, religiões, por ser negro, branco, etc...
O EU TE AMO então está fora de moda, salvo os românticos e eternos enamorados... é tão incomum hoje em dia as pessoas assumirem o SIM ou NÃO sim porque em matéria de amor ou se ama ou não se ama. Pois o próprio amor com o tempo, a falta de atenção e a deslealdade reclama o seu verdadeiro e único espaço no coração, na emoção e na liberdade de expressão.
E é justamente essa liberdade que deve e precisa ser muito, altamente explorada e logo nasce toda a criatividade, ousadia, coragem e audácia típica de quem tem coragem em assumir e correr atrás do seu amor. Mas o medo congela, paralisa e deixa a coragem mais covarde do que qualquer outro sentimento porque ai deixamos de viver um momento intenso que nos deixará marcas pela eternidade para não sofrer outra vez, para não ouvir um não. E ás vezes esse não está tão claro, tão à nossa frente que nosso desejo se confunde todo com a vontade de ter e a razão por sua vez entrega os pontos a uma paixão que abre portas a ilusão.E depois?? O não atropela-nos mas não queremos ver. E quantas vezes deixamos de arriscar viver uma grande emoção preocupados com o depois? Acredito que quando arriscamos, já sabemos que corremos RISCOS que podemos ganhar mais que também podemos ganhar experiência para a próxima. Que podemos ouvir um sim mas que também podemos converter cada não, cada falta de atenção, respeito ou carinho em um SIM para a vida e consequentemente para outros amores.
O que não se pode fazer é deixar a oportunidade sempre única passar enquanto estamos a pensar. Mais vale a lágrima de uma doce e alegre saudade que foi bem vivida, do que a lágrima de uma saudade de algo que não deixamos acontecer.
Pense nisso e...
Simplesmente ame!
Maria João
O EU TE AMO então está fora de moda, salvo os românticos e eternos enamorados... é tão incomum hoje em dia as pessoas assumirem o SIM ou NÃO sim porque em matéria de amor ou se ama ou não se ama. Pois o próprio amor com o tempo, a falta de atenção e a deslealdade reclama o seu verdadeiro e único espaço no coração, na emoção e na liberdade de expressão.
E é justamente essa liberdade que deve e precisa ser muito, altamente explorada e logo nasce toda a criatividade, ousadia, coragem e audácia típica de quem tem coragem em assumir e correr atrás do seu amor. Mas o medo congela, paralisa e deixa a coragem mais covarde do que qualquer outro sentimento porque ai deixamos de viver um momento intenso que nos deixará marcas pela eternidade para não sofrer outra vez, para não ouvir um não. E ás vezes esse não está tão claro, tão à nossa frente que nosso desejo se confunde todo com a vontade de ter e a razão por sua vez entrega os pontos a uma paixão que abre portas a ilusão.E depois?? O não atropela-nos mas não queremos ver. E quantas vezes deixamos de arriscar viver uma grande emoção preocupados com o depois? Acredito que quando arriscamos, já sabemos que corremos RISCOS que podemos ganhar mais que também podemos ganhar experiência para a próxima. Que podemos ouvir um sim mas que também podemos converter cada não, cada falta de atenção, respeito ou carinho em um SIM para a vida e consequentemente para outros amores.
O que não se pode fazer é deixar a oportunidade sempre única passar enquanto estamos a pensar. Mais vale a lágrima de uma doce e alegre saudade que foi bem vivida, do que a lágrima de uma saudade de algo que não deixamos acontecer.
Pense nisso e...
Simplesmente ame!
Maria João
09 fevereiro, 2005
O Verdadeiro AMOR
Um senhor de idade chegou a um consultório médico, para fazer um curativo na sua mão onde tinha um profundo corte. E muito apressado pediu urgência no atendimento, pois tinha um compromisso. O médico que o atendia, curioso perguntou o que tinha de tão urgente para fazer. O simpático velhinho disse-lhe que todas as manhãs ia visitar a sua esposa que estava num abrigo para idosos, com mal de alzeimer muito avançado. O médico, muito preocupado com o atraso do atendimento disse: - Então hoje ela ficará muito preocupada com sua demora? No que o senhor respondeu: - Não, ela já não sabe quem eu sou. A quase cinco anos que não me reconhece. O médico então questionou: - Mas então para que tanta pressa, e necessidade em estar com ela todas as manhãs, se ela já não o reconhece? O velhinho então deu um sorriso e batendo de leve no ombro do médico respondeu: - Ela não sabe quem eu sou... Mas eu sei muito bem quem ela é! O médico teve que segurar suas lágrimas enquanto pensava: "É esse o tipo de Amor que quero para minha vida." O verdadeiro AMOR não se resume ao físico, nem ao romântico. O verdadeiro AMOR é aceitação de tudo que o outro é... De tudo que foi um dia... do que será amanhã... e do que já não é mais!
(Este texto foi-me enviado por um amigo, mas pode-se comparar a um excerto do livro "O diário da nossa paixao" de Nicholas Sparks)
Autor desconhecido
O que devo pensar?
Um dia um anjo surgiu na minha vida agitada.
Vindo do cosmos ele brilhou
mais que uma estrela no firmamento.
Na minha eterna juventude,
eu brinquei nas profundezas do seu olhar.
Eu vibrei com seu sorriso que inundou minha alma,
fazendo uma criança despertar.
Eu bebi do cálice da eterna contemplação
e como a um Deus eu o saudei.
Eu vi uma sensualidade em meu corpo despertar,
uma eterna musa a bailar.
Eu penetrei no escuro do meu inconsciente,
Tendo como portal o seu olhar.
Eu morria e renascia,
a cada noite de luar.
Vi meu templo, desabar...
Mistérios, que não sabia explicar...
Turbulentas noites,
onde um grito ensurdecedor
abafado em minha alma não podia ecoar.
O inferno nos céus,
anjos e demónios vinham-me acalentar.
Eu não compreendia,
Como podia?
Anos se passaram,
e o seu olhar...
a minha alma não quer abandonar.
O mistério...
quem pode solucionar?
Como esquecer
aquele que me ensinou a amar.
Como desistir, da minha fonte de alegria,
da minha energia criativa,
daquele que faz triunfar?
Que mesmo distante,
me inspira a continuar.
Que me faz despertar pela manhã,
pronta para os medos trabalhar.
Como posso desistir do anjo
que surgiu em minha vida?
E como posso meu coração acalentar?
Dizer que um dia vai voltar
e todo o meu universo vai celebrar.
MEU ANJO
(Gilka A. L. Langkammer)

07 fevereiro, 2005
A Solidão
A noite consegue ser tão deliciosa e tão dolorosa!! É nela que encontro o silêncio necessário para pensar e sonhar contigo e com tudo o que de lindo se passou entre nós mas a noite consegue ser também dolorosa pois quando se vai embora aparece novamente a triste realidade que é ter-te somente em sonhos ou por breves mas sempre bons momentos...
Num deserto sem água, numa noite sem lua, num país sem nome ou numa terra nua... Por maior que seja o desespero... Nenhuma ausência é mais profunda que a tua.
04 fevereiro, 2005
Hoje estou pensando em nós... Não sei porquê, de repente, todo o mundo de lembranças acordou dentro de mim. O mais lógico seria esquecer... Seria apagar-te do livro do meu coração. Mas, de repente, comecei a pensar... Não sei o que provocou isto. Talvez tenha sido uma rosa triste que vi morrer no vaso da sala. A toalha ficou cheia de pétalas mortas, desfeitas, como se fossem lagrimas vermelhas que a flor chorou... Ou talvez o pôr-do-sol bonito que vi... Nada restou... Nada... Depois de nos termos afastado. Eu pensei que ia continuar a viver, como antes de entrares na minha vida. Ate sorri, no dia que não te beijei...Mas hoje compreendo que ficaste em mim... Ficaste na minha vida. Penetraste com força no meu sangue... Que palpita forte e se revira dentro de mim... Como se fosse um ser ligado misteriosamente a mim, por laços reais que não vemos, mas sentimos. Sinceramente, eu não sei qual caminho que vou seguir. Estou a tentar esquecer-te, mas é difícil... Vieste para minha vida como um pouco de brisa vem para o tarde quente de verão... Simplesmente... Apareceste como um pouco de beleza que eu jamais sonhara ver... E que de repente surgiu... Não quero nada alem de ti. De hoje, de agora, de sempre... Pensei que amar fosse apenas desejo, contacto de lábios, de corpos, de mãos. Aprendi que o verdadeiro sentimento vem de dentro. Das profundezas da alma. Do fundo do coração. Estou só... E por isso analiso o que sinto por ti. Analiso esta ansiedade, esta vontade imensa de te ver, de te apertar nos meus braços. De sentir tua presença, de ouvir as tuas palavras e ver a tua alma debruçada nesses olhos que são a luz da minha vida. Retrocedi pelo meu caminho... e pensei estava na hora de recomeçar a viver... Mas senti que não estava só. Havia a sombra da saudade que me segue... Falando-me de ti... Falando-me de nós... Por isso eu penso em ti... Nesta noite vazia de beleza... Mas cheia de saudade. Que fomos algo e hoje não somos nada. Apenas dois estranhos... Dois estranhos separados. Estou só... E continuarei só. É como se a vida tivesse perdido o sentido, como se o adeus tivesse matado em mim o que eu tinha de mais nobre... De mais belo. A capacidade de amar. Nada restou para mim. Só este conteúdo de saudade. Só esta vontade, imensa de te apertar nos meus braços. Não tenho ninguém... Estou perdida dentro de mim mesma... E assim ficarei.










