04 fevereiro, 2005


Hoje estou pensando em nós... Não sei porquê, de repente, todo o mundo de lembranças acordou dentro de mim. O mais lógico seria esquecer... Seria apagar-te do livro do meu coração. Mas, de repente, comecei a pensar... Não sei o que provocou isto. Talvez tenha sido uma rosa triste que vi morrer no vaso da sala. A toalha ficou cheia de pétalas mortas, desfeitas, como se fossem lagrimas vermelhas que a flor chorou... Ou talvez o pôr-do-sol bonito que vi... Nada restou... Nada... Depois de nos termos afastado. Eu pensei que ia continuar a viver, como antes de entrares na minha vida. Ate sorri, no dia que não te beijei...Mas hoje compreendo que ficaste em mim... Ficaste na minha vida. Penetraste com força no meu sangue... Que palpita forte e se revira dentro de mim... Como se fosse um ser ligado misteriosamente a mim, por laços reais que não vemos, mas sentimos. Sinceramente, eu não sei qual caminho que vou seguir. Estou a tentar esquecer-te, mas é difícil... Vieste para minha vida como um pouco de brisa vem para o tarde quente de verão... Simplesmente... Apareceste como um pouco de beleza que eu jamais sonhara ver... E que de repente surgiu... Não quero nada alem de ti. De hoje, de agora, de sempre... Pensei que amar fosse apenas desejo, contacto de lábios, de corpos, de mãos. Aprendi que o verdadeiro sentimento vem de dentro. Das profundezas da alma. Do fundo do coração. Estou só... E por isso analiso o que sinto por ti. Analiso esta ansiedade, esta vontade imensa de te ver, de te apertar nos meus braços. De sentir tua presença, de ouvir as tuas palavras e ver a tua alma debruçada nesses olhos que são a luz da minha vida. Retrocedi pelo meu caminho... e pensei estava na hora de recomeçar a viver... Mas senti que não estava só. Havia a sombra da saudade que me segue... Falando-me de ti... Falando-me de nós... Por isso eu penso em ti... Nesta noite vazia de beleza... Mas cheia de saudade. Que fomos algo e hoje não somos nada. Apenas dois estranhos... Dois estranhos separados. Estou só... E continuarei só. É como se a vida tivesse perdido o sentido, como se o adeus tivesse matado em mim o que eu tinha de mais nobre... De mais belo. A capacidade de amar. Nada restou para mim. Só este conteúdo de saudade. Só esta vontade, imensa de te apertar nos meus braços. Não tenho ninguém... Estou perdida dentro de mim mesma... E assim ficarei.
Posted by Hello

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