31 maio, 2005
Confias no incerto amanhã? Entregas
às sombras do acaso a resposta inadiável?
Aceitas que a diurna inquietação da alma
substitua o riso claro de um corpo
que te exige o prazer? Fogem-te, por entre os dedos,
os instantes; e nos lábios dessa que amaste
morre um fim de frase, deixando a dúvida
definitiva. Um nome inútil persegue a tua memória,
para que o roubes ao sono dos sentidos. Porém,
nenhum rosto lhe dá a forma que desejarias;
e abraças a própria figura do vazio. Então,
por que esperas para sair ao encontro da vida,
do sopro quente da primavera, das margens
visíveis do humano? "Não", dizes, "nada me obrigará
à renúncia de mim próprio --- nem esse olhar
que me oferece o leito profundo da sua imagem!
"Louco, ignora que o destino, por vezes,
se confunde com a brevidade do verso.
Nuno Júdice
às sombras do acaso a resposta inadiável?
Aceitas que a diurna inquietação da alma
substitua o riso claro de um corpo
que te exige o prazer? Fogem-te, por entre os dedos,
os instantes; e nos lábios dessa que amaste
morre um fim de frase, deixando a dúvida
definitiva. Um nome inútil persegue a tua memória,
para que o roubes ao sono dos sentidos. Porém,
nenhum rosto lhe dá a forma que desejarias;
e abraças a própria figura do vazio. Então,
por que esperas para sair ao encontro da vida,
do sopro quente da primavera, das margens
visíveis do humano? "Não", dizes, "nada me obrigará
à renúncia de mim próprio --- nem esse olhar
que me oferece o leito profundo da sua imagem!
"Louco, ignora que o destino, por vezes,
se confunde com a brevidade do verso.
Nuno Júdice
Quero escrever-te um poema que
tenha um sentido claro como o
que os teus olhos me disseram.
Poderia ser um poema de amor,
tão breve como o instante em
que me deixaste ver os teus olhos.
Mas o que os olhos dizem não cabe
num poema, nem eu sei como se diz
o amor que só os olhos conhecem.
Nuno Júdice
tenha um sentido claro como o
que os teus olhos me disseram.
Poderia ser um poema de amor,
tão breve como o instante em
que me deixaste ver os teus olhos.
Mas o que os olhos dizem não cabe
num poema, nem eu sei como se diz
o amor que só os olhos conhecem.
Nuno Júdice
18 maio, 2005

Toco a tua boca,
com um dedo toco o contorno da tua boca,
vou desenhando essa boca
como se estivesse saindo da minha mão,
como se pela primeira vez a tua boca
se entreabrisse e basta-me os olhos
para desfazer tudo e recomeçar.
Faço nascer, de cada vez,
a boca que desejo,
a boca que minha mão escolheu e
te desenha no rosto,
uma boca eleita entre todas,
com soberana liberdade eleita por mim
para desenhá-la com minha mão em
teu rosto e que por um acaso,
que não procuro compreender,
coincide exactamente com a tua boca
que sorri debaixo daquela
que a minha mão desenha.
Olhas-me, de perto me olhas,
cada vez mais de perto e,
então, brincamos de ciclope,
olhamo-nos cada vez mais de perto
e nossos olhos se tornam maiores,
se aproximam entre si,
sobrepõem-se e os ciclopes se olham,
respirando confundidos,
as bocas encontram-se e
lutam debilmente,
mordendo-se com os lábios,
apoiando ligeiramente a língua nos dentes,
brincando nas cavernas onde o ar pesado
vai e vem com um perfume antigo
e um grande silêncio.
Então, as minhas mãos
procuram afogar-se nos teus cabelos,
acariciar lentamente a profundidade do
teu cabelo enquanto nos beijamos
como se tivéssemos a boca cheia
de flores ou de peixes, de
movimentos vivos, de fragrância obscura.
E se nos mordemos, a dor é doce;
e, se nos afogamos num breve e terrível
absorver simultâneo de fôlego,
essa instantânea morte é bela.
E já existe uma só saliva e
um só sabor de fruta madura,
e eu te sinto tremular contra mim
como uma lua na água.
15 maio, 2005
É fácil trocar palavras,
difícil é interpretar o silêncio...
É fácil caminhar lado a lado,
difícil é saber como encontrar...
É fácil beijar a boca,
difícil é chegar ao coração...
É fácil apertar as mãos,
difícil é reter o seu calor...
É fácil sentir amor,
difícil é conter o seu desejo...
É fácil lembrar quando se tem memória,
difícil é esquecer quando se sente amor...
(Frase retirada do site olhares.com - Pedro... palavras lindas como sempre ;)
difícil é interpretar o silêncio...
É fácil caminhar lado a lado,
difícil é saber como encontrar...
É fácil beijar a boca,
difícil é chegar ao coração...
É fácil apertar as mãos,
difícil é reter o seu calor...
É fácil sentir amor,
difícil é conter o seu desejo...
É fácil lembrar quando se tem memória,
difícil é esquecer quando se sente amor...
(Frase retirada do site olhares.com - Pedro... palavras lindas como sempre ;)
14 maio, 2005
Fico assim sem você

Avião sem asa
fogueira sem brasa
sou eu assim sem você
futebol sem bola
Piupiu sem Frajola
sou eu assim sem você
por que é que tem que ser assim
se o meu desejo não tem fim
eu te quero a todo instante nem mil auto-falantes vão poder
falar por mim
amor sem beijinho
buchecha sem claudinho
sou eu assim sem você
circo sem palhaço
namoro sem amasso
sou eu assim sem você
to louca pra te ver chegar
to louca pra te ter nas mãos
deitar no teu abraço
retomar o pedaço que falta no meu coração
eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo
eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo
por quê?
por quê?
nenem sem chupeta
Romeu sem Julieta
sou eu assim sem você
carro sem estrada
queijo sem goiabada
sou eu assim sem você
por que é que tem que ser assim
se o meu desejo não tem fim
eu te quero a todo instante nem mil auto-falantes vão poder
falar por mim
eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo
eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo
eu não existo longe de voce
e a solidão é o meu pior castigo
eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio ta de mal comigo!
(Adriana Calcanhoto)
13 maio, 2005
12 maio, 2005
Cúmplices

A noite vem às vezes tão perdida
e quase nada parece bater certo
há qualquer coisa em nos inquieta e ferida
e tudo que era fundo fica perto
nem sempre o chão da alma é seguro
nem sempre o tempo cura qualquer dor
e o sabor a fim da mar que vem do escuro
é tantas vezes o que resta do calor
se fosse a tua pele
se tu fosses o meu caminho
se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho
trocamos as palavras mais escondidas
e só a noite arranca sem doer
seremos cúmplices o resto da vida
ou talvez só até amanhecer
fica tão fácil entregar a alma
a quem nos traga um sopro do deserto
olhar onde a distância nunca acalma
esperando o que vier de peito aberto
se fosse a tua pele
se tu fosses o meu caminho
se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho
(Mafalda Veiga)
10 maio, 2005
Desabafo
Ás vezes sinto-me tão só, tão perdida e desamparada...
Sinto falta de um colo, um colo seguro,
Que esteja sempre pronto para me receber,
Onde me sinta protegida e aconchegada...
Um colo que apenas me acolha e que seja só meu,
Onde me posso refugiar quando preciso
E quando não preciso. Um colo...
Onde possa ficar eternamente.
Sinto falta de um colo, um colo seguro,
Que esteja sempre pronto para me receber,
Onde me sinta protegida e aconchegada...
Um colo que apenas me acolha e que seja só meu,
Onde me posso refugiar quando preciso
E quando não preciso. Um colo...
Onde possa ficar eternamente.
05 maio, 2005
Ás vezes
Ás vezes pergunto-me de onde surgiste tu... em que caminho me apareceste ou se já vinhas colado a mim faz tempo...
Ás vezes pergunto-me se fui eu que fui embora ou se foste tu que decidiste ficar para trás...
Ás vezes pergunto-me quem desistiu primeiro, ou mesmo se ouve desistência... ou então fico sem saber que nome dar ao que vivemos...
Ás vezes pergunto-me se errei ao confessar que te amava, se te encheu a vaidade se te colocou um passo á frente...
Ás vezes pergunto-me se valerá a pena arriscar, ou viver no desconhecido sempre á espera de surpresas...
Ás vezes pergunto-me se ficaste com recordações de nós os dois, se te lembras de mim na tua casa, no teu sofá, á tua mesa...
Ás vezes pergunto-me qual a cura para uma memória triste, recordações que me envolvem de nostalgia...
Ás vezes pergunto-me se terei a coragem suficiente para levar a cabo as minhas intensões de começar realmente de novo...
Ás vezes pergunto-me se estarei a ir pelo melhor caminho...
Ás vezes pergunto-me quem sou...
(Retirado do blog de Maria Santos)
02 maio, 2005
What If?...
Here I stand alone
With this weight upon my heart
And it will not go away
In my head I keep on looking back
Right back to the start
Wondering what it was that made you change
Well I tried
But I had to draw the line
And still this question keeps on spinning in my mind
What if I had never let you go
Would you be the man I used to know
If I'd stayed
If you'd tried
If we could only turn back time
But I guess we'll never know
Many roads to take
Some to joy
Some to heart-ache
Anyone can lose their way
And if I said that we could turn it back
Right back to the start
Would you take the chance and make the change
Do you think how it would have been sometimes
Do you pray that I'd never left your side
What if I had never let you go
Would you be the man I used to know
If I'd stayed
If you'd tried
If we could only turn back time
But I guess we'll never know
If only we could turn the hands of time
If I could take you back would you still be mine
'Cos I tried
But I had to draw the line
And still this question keeps on spinning in my mind
What if I had never let you go
Would you be the man I used to know
What if I had never walked away
'Cos I still love you more than I can say
If I'd stayed
If you'd tried
If we could only turn back time
But I guess we'll never know
Kate Winslet
01 maio, 2005
"Há certos pensamentos que por vezes nos ocupam o tempo, algo que nós não temos resposta e dificilmente conseguimos compreender...
Por vezes notamos; sentimos que o nosso amor não é correspondido de certa forma, como gostávamos que fosse, como nós correspondemos a outra pessoa... Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance e o que não estava para que essa pessoa fica-se ao nosso lado para a eternidade... Tantos nos momentos bons, como nos maus, tanto na alegria como na tristeza...
Mas o que é certo é que por vezes algo não bate certo, algo faz com que a outra pessoa não nos veja como nós a vemos a ela... Não critico nada disso e mal de alguém que critique esse pensamento, pois ninguém pode obrigar ninguém a amar, além de ser quase impossível é injusto pois estaríamos a viver num mundo feito por nós... E afinal quem é que gosta de viver num mundo criado por alguém?
Apenas me pergunto, tal como muitas pessoas já se perguntaram a elas próprias, ou viram nos outros o mesmo caso...
Porque é que por vezes existe tanta injustiça? Porque é que quando fazemos algo nobre, querido, com amor, com paixão ou simplesmente belo pela outra pessoa, se a tratamos como nunca tratamos ninguém... Essa pessoa muitas vezes nos ignora pelo que fizemos, e o sentimento demostrado por nós não é o que nós gostaríamos que fosse...
Mas em compensação se não fazemos o que fizemos, se não a tratarmos como a tratamos, se simplesmente ela apenas é uma pessoa como as outras que passam na rua e a desprezamos; será que essa mesma pessoa nos vai amar?
É triste... Mas para muitos de nós é, foi ou será a realidade..."
(Autor desconhecido)







