19 outubro, 2005

Rosa Brava...

"Sempre pensei que nasci na forma de uma Rosa mas hoje sei que não, hoje entendo o porquê de ser diferente.
A única coisa que me faz parecer ser uma ainda, é o facto ter espinhos. Espinhos que cresceram, um a um, após cada desilusão, após cada “amor” perdido, após cada sofrimento. Espinhos estes que insistiram em magoar algumas pessoas, muitas que gostavam de mim.
Mas, só hoje…Só hoje percebi que os espinhos têm que ser tratados com algum cuidado, senão entram na pele e de um golpe profundo brota sangue em forma de dor. Na verdade, acho que nunca deveria ter tocado em alguém, acabaria sempre por o magoar, afastava-se de mim e em breve um novo espinho surgiria, para se crivar de novo, na próxima vez.
Tarde ou não, apercebi-me disso e afastei-me.
E, em forma de arrependimento, insisto e persisto em tentar inverter o mal que fiz e trago os espinhos de novo para dentro de mim, espeto sem qualquer piedade, no sentido inverso ao que saíram. Esvaio-me em sangue, dor e sofrimento. Fico com feridas para todo o sempre mas que ainda continuam vivas, porque ao passar a mão sobre elas sinto-as a doer…

Hoje sou uma Rosa… uma Rosa Brava, sem espinhos."

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