06 janeiro, 2005

Hoje eu deixei-me pensar novamente em ti.
Abri aquele armário pesado onde guardo toda imensa saudade que ficou.
Saudades tuas, do que eu era, do nosso amor de ontem. Revivi tudo que passou como um filme de amor. Daqueles que têm uma música perfeita , um final triste e a gente chora todas as inúmeras vezes que o revê. Senti o teu perfume no ar, embora distante, simplesmente inesquecível. Pareci ouvir a tua voz em sussurros que eram deliciosamente comuns e agora são quase imperceptíveis. Num relance de luz vislumbrei o teu sorriso, absolutamente fascinante... Arrepiei-me, tremi... As pernas vacilaram... o ar ficou rarefeito ... Os lábios secaram numa sede infinita. O coração, como uma casa vazia e sem luz está de portas e janelas abertas para tu entrares e iluminá-lo, revive-lo... Fechei os olhos; Relutei em abri-los... e quando o fiz tudo parecia como antes. Novamente perdida, natureza morta, música sem som... Tu realmente não estás aqui, nem estives-te recentemente. Sumis-te e levas-te junto a vida, as cores, a luz. O silêncio retorna e cala as emoções que só reaparecem em flashback, em recordações que se esmorecem... Mas Hoje, especificamente, eu amei-te de novo.
(autora desconhecida)

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