12 junho, 2005

Quantas vezes caminhei pela praia
à espera que viesses. Luas
inteiras. Praias de cinzas invadidas
pelo vento. Quantas estações quantas noites
indormidas. Embranqueceram-me
os cabelos. E só hoje
quando exausto me deitei em mim
reparei
que sempre estiveste a meu lado. Na cal frágil
dos meus ossos. Nas hastes do mar
infiltradas no sangue. Na película
dos meus olhos quase cegos.

Casimiro de Brito

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